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| Salvia leucantha (sálvia-mexicana) — descubra a planta ornamental de florada aveludada: descrição botânica, cultivo, perfil do óleo essencial e o que a pesquisa diz sobre usos medicinais e aplicações em bioprodutos. |
1 — Nome científico e autoridade
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Nome científico aceito: Salvia leucantha Cav. (sin.: uso horticultural frequente do nome popular Salvia mexicana para grupos semelhantes). [1]
2 — Classificação resumida (mais recente)
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Reino: Plantae
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Gênero: Salvia L.
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Espécie: Salvia leucantha Cav. (aceita por bases taxonômicas atualizadas). [1]
3 — Nomes populares
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Mexican bush sage, velvet sage, salvia-mexicana (uso horticultural), salvia-veludo. Em português comumente: sálvia-mexicana, sálvia-veludo ou sálvia-mexicana (mexican sage). [2]
4 — Descrição botânica
Salvia leucantha é um subarbusto perene (herbáceo-lenhoso) que forma touceiras densas, normalmente com centenas de hastes eretas que podem arquear nas pontas. O porte varia com cultivares e clima, tipicamente entre 0,6–1,3 m de altura e 1–2 m de largura em plantas estabelecidas. As folhas são lanceoladas a linear-lanceoladas, opostas, verdes a verde-acinzentadas na face superior e com indumento (pelos finos) na face inferior, conferindo aparência macia/aveludada. A inflorescência surge em espigas longas e arquadas, compostas por cálices coloridos (muitas vezes púrpura/roxo) que sustentam corolas mais claras (frequentemente brancas ou pálidas), criando o aspecto “veludo” que dá o nome popular (inflorescências do tipo espiga/rixa de flores sésseis a pedunculadas). As raízes são pivotantes com sistema lateral bem desenvolvido, adaptadas a solos bem drenados. A fenologia típica em climas amenos é floração de final do verão ao outono (blooms late summer–fall), prolongando-se até as geadas; em clima tropical pode florescer por períodos mais longos. [2][6]
5 — Região de origem e ocorrência no Brasil
Nativa do México e América Central, S. leucantha é amplamente cultivada como ornamental em regiões quentes e subtropicais do mundo. No Brasil aparece principalmente em jardins públicos e privados como planta ornamental; adapta-se bem às regiões quentes do Sudeste, Sul e áreas mais amenas do Centro-Oeste e Nordeste, desde que não haja geada intensa. [1][7]
6 — Usos medicinais (tradição e evidências) — nota de cautela
A maior parte do uso de Salvia (gênero) é bem documentada etnobotânicamente; para S. leucantha especificamente existem registros de uso popular e interesse fitoquímico, e estudos sobre o óleo essencial que indicam presença de sesquiterpenos e compostos biologicamente ativos com potencial farmacológico (atividade antimicrobiana, inseticida, modulação enzimática) em amostras de óleo. Contudo, evidence clínica humana direta para indicações medicinais específicas de S. leucantha é limitada; portanto qualquer uso terapêutico deve seguir orientação profissional e considerar segurança/toxicidade local. [8][3][4]
7 — Modo de usar e preparação (uso tradicional e experimental)
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Infusão/chá das partes aéreas (uso popular): em algumas tradições locais, infusões de folhas e flores são preparadas para efeitos calmantes leves e como apoio em desconfortos gastrointestinais; porém documentação etnobotânica específica para S. leucantha é menos ampla que para outras sálvias. [8]
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Óleo essencial / hidrodestilado: extraído por hidrodestilação das folhas/flores e estudado para composição química e atividades antimicrobianas / inseticidas; não é comumente usado em aromaterapia comercial, mas estudos laboratoriais analisaram seu perfil e potenciais aplicações. Uso tópico do óleo deve ser diluído e precedido de teste de sensibilidade. [3][5]
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Tintura ou extrato alcoólico: usado experimentalmente em fitocosméticos e investigações farmacológicas (não padronizado comercialmente). [4]
Aviso de segurança: evitar ingestão em grandes quantidades sem supervisão; óleos essenciais são concentrados e podem causar irritação ou toxicidade. Gestantes, lactantes e crianças devem consultar profissional de saúde. [8]
8 — Usos medicinais e indicações fitoterápicas (síntese)
Com base em estudos fitoquímicos e etnobotânicos do gênero e de S. leucantha em particular, as funcionalidades estudadas incluem:
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Atividade antimicrobiana / antibacteriana de extratos/óleo em ensaios laboratoriais. [5]
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Atividade inseticida/larvicida em alguns estudos (potencial uso em manejo de vetores). [14]
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Ações farmacológicas potenciais atribuíveis a sesquiterpenos (p.ex. β-caryophyllene) e ésteres monoterpênicos (p.ex. bornyl acetate) detectados no óleo essencial; estes compostos têm sido associados a atividade anti-inflamatória/analgésica em outros contextos, mas evidência direta clínica em S. leucantha é insuficiente. [3][4]
9 — Uso e indicação de sua "essência floral" / óleo essencial
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Óleo essencial: estudos descrevem que o óleo de S. leucantha pode ser rico em compostos como bornyl acetate, β-caryophyllene, bicyclogermacrene, germacrene D, dillapiol (variações entre estudos e origens geográficas são comuns). Esses constituintes explicam potenciais ações antimicrobianas e inseticidas observadas nos ensaios. [3][5][4]
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Essência floral (flower essence): não há sistema clássico amplamente reconhecido que padronize uma essência floral de S. leucantha (como no caso das essências florais de Bach). Alguns terapeutas de essências florais podem preparar remédios vibracionais com flores de S. leucantha para estados emocionais específicos (ex.: revitalização, inspiração), mas estes usos são empíricos e não têm comprovação científica robusta; se for feita, deve ser tratada como remédio floral/terapêutico complementar, não como substituto de tratamentos médicos. [8]
10 — Constituintes químicos (resumo baseado em análises de óleo essencial e perfis fitoquímicos)
Composição volátil relatada (varia por origem e método): bornyl acetate, β-gurjunene/β-guyrene, β-caryophyllene, dilapiol, bicyclogermacrene, germacrene D, bicyclogermacrene, entre outros sesquiterpenos e ésteres; estudos mais recentes por GC-MS confirmam predominância de sesquiterpenos e hidrocarbonetos terpenoides em amostras analisadas. Além do óleo volátil, as partes aéreas contêm fenóis e flavonoides em quantidades menores (perfil fitoquímico incompleto na literatura comparado a espécies medicinais mais estudadas). [3][10][5]
11 — Dicas de cultivo e uso como planta ornamental
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Luminosidade: pleno sol a meia-sombra; floresce mais abundantemente em pleno sol. [7][20]
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Solo: bem drenado, fértil, com boa matéria orgânica. Tolerante a algum período de seca uma vez estabelecida. [6][20]
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Irrigação: moderada; evitar encharcamento.
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Poda: podas de limpeza e corte de seções após a floração prolongam produção e aspecto ornamental; em climas frios é comum tratá-la como anual. [16][20]
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Atração de polinizadores: flores atraem abelhas, borboletas e beija-flores — excelente planta para jardins de polinizadores e bordaduras. [2][13]
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Propagação: por estacas semi-lenhosas ou por semente; estacas no verão rootam bem. [6]
12 — Curiosidades
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Cultivares híbridos (ex.: ‘Santa Barbara’) apresentam variações compactas e coloridas que a tornaram muito popular em paisagismo. [13]
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Apesar do nome específico leucantha (“flores brancas”), muitas cultivares exibem cálices ou brácteas púrpura com corolas brancas, criando o efeito bicolor ornamental característico. [2]
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Estudos modernos focalizam S. leucantha como fonte potencial de óleo essencial com uso em bioprodutos (repelentes, antimicrobianos) devido ao perfil de sesquiterpenos. [3][5]
13 — Referências
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Plants of the World Online (Kew) — Salvia leucantha Cav. — https://powo.science.kew.org/taxon/urn:lsid:ipni.org:names:226705-2 Plants of the World Online
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Wikipedia — Salvia leucantha (Mexican bush sage) — https://en.wikipedia.org/wiki/Salvia_leucantha Wikipedia
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Rojas-L. B., “The volatile constituents of Salvia leucantha”, J Essential Oil Research, 2010 (PubMed summary) — https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/20614830/ PubMed
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Villalta G. et al., “Selective BuChE Inhibitory Activity, Chemical Composition ... Salvia leucantha”, Plants (MDPI), 2021 — https://www.mdpi.com/2223-7747/10/6/1169 MDPI
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Rondón M., “Composition and antibacterial activity of the essential oil of Salvia leucantha”, CAB Abstracts (2005) — https://www.cabidigitallibrary.org/doi/10.5555/20063082180 Cab Digital Library
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NC State Extension — Salvia leucantha (plant profile / cultivation) — https://plants.ces.ncsu.edu/plants/salvia-leucantha/ plants.ces.ncsu.edu
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The Spruce — How to Grow and Care for Mexican Bush Sage — https://www.thespruce.com/growing-salvia-leucantha-5076973 The Spruce
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Ortiz-Mendoza N., “A Review on the Ethnopharmacology and Phytochemistry of Neotropical sages”, Frontiers in Pharmacology, 2022 — https://www.frontiersin.org/articles/10.3389/fphar.2022.867892/full Frontiers
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PFAF — Salvia leucantha profile — https://pfaf.org/user/Plant.aspx?LatinName=Salvia+leucantha pfaf.org
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Estudo(s) MDPI / GC-MS complementares e revisões sobre constituintes voláteis — (vários artigos) — https://www.mdpi.com (ver referência específica nº 4). MDPI
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| Salvia leucantha (sálvia-mexicana) - Aspecto da inflorescência - Foto: José Carlos Bueno - Socorro-SP - 11/2025 |
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| Salvia leucantha (sálvia-mexicana) - Aspecto da planta- Foto: José Carlos Bueno - Socorro-SP - 11/2025 |
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| Salvia leucantha (sálvia-mexicana) - Aspecto da planta - Foto: José Carlos Bueno - Socorro-SP - 11/2025 |
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| Salvia leucantha (sálvia-mexicana) - Planta florida- Foto: José Carlos Bueno - Socorro-SP - 11/2025 |
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| Salvia leucantha (sálvia-mexicana) - Aspecto da planta- Foto: José Carlos Bueno - Socorro-SP - 11/2025 |














