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| 🌿 Espinheira-santa (Maytenus ilicifolia) Planta medicinal brasileira consagrada no cuidado do estômago. Tradicionalmente usada contra gastrite, úlcera e azia, é reconhecida oficialmente pelo SUS e pelo Memento Fitoterápico da Farmacopeia Brasileira. Suas folhas protegem a mucosa gástrica e auxiliam na cicatrização de lesões. O uso deve ser feito na forma de infusão, com orientação e moderação. Um exemplo de saber popular validado pela ciência e pela saúde pública. |
Nome científico e classificação
Nome científico: Maytenus ilicifolia Mart. ex Reissek
Sinonímias botânicas: Celastrus ilicifolius Mart.; Maytenus aquifolia Mart. (sinonímias históricas)
Classificador: Martius ex Reissek
Classificação mais recente: Angiospermae – Eudicotyledoneae
Família botânica: Celastraceae
Nomes populares
Espinheira-santa, espinho-de-Deus, salva-vidas, cancerosa, sombra-de-touro.
Descrição botânica
Arbusto ou pequena árvore perene, com porte variando entre 2 e 5 metros de altura. Possui caule lenhoso, ramificado, com casca pardo-acinzentada. As folhas são simples, alternas, coriáceas, de coloração verde-escura brilhante, com margens onduladas e espinhosas, lembrando folhas de azevinho. As flores são pequenas, esverdeadas a esbranquiçadas, dispostas em inflorescências axilares do tipo cimeira, pouco vistosas. Os frutos são cápsulas pequenas, de coloração alaranjada quando maduras, contendo sementes envoltas por arilo. Sistema radicular profundo e bem desenvolvido. A floração ocorre principalmente entre a primavera e o verão.
Região de origem e ocorrência no Brasil
Espécie nativa do Brasil, ocorrendo principalmente nos biomas Mata Atlântica e Floresta Ombrófila Mista (Araucárias). É encontrada com maior frequência nas regiões Sul e Sudeste, especialmente nos estados do Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, São Paulo e Minas Gerais.
Usos medicinais tradicionais
A espinheira-santa é uma das plantas medicinais mais tradicionais do Brasil, utilizada há séculos para:
Dores e inflamações gástricas
Má digestão
Úlceras e gastrites
Azia e refluxo gastroesofágico
Seu uso popular é amplamente corroborado por estudos farmacológicos.
Modo de usar e preparação
Infusão das folhas:
1 a 2 g de folhas secas (aprox. 1 colher de sobremesa) para 150 ml de água quente
Tomar até 3 vezes ao dia, preferencialmente antes das refeições
⚠️ Evitar uso prolongado sem orientação profissional.
Usos medicinais e indicações fitoterápicas
Reconhecida como:
Protetora gástrica
Antiulcerogênica
Antiácida funcional
Anti-inflamatória da mucosa digestiva
Atua reduzindo a secreção ácida, protegendo a mucosa do estômago e auxiliando na cicatrização de lesões gástricas.
Uso no SUS e no Memento Fitoterápico da Farmacopeia Brasileira
A Maytenus ilicifolia consta oficialmente no Memento Fitoterápico da Farmacopeia Brasileira, sendo indicada no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS) como:
Tratamento auxiliar de gastrite e úlcera péptica
Distúrbios digestivos associados à hiperacidez gástrica
👉 Parte utilizada: folhas
👉 Forma farmacêutica: droga vegetal para infusão
👉 Via de uso: oral
Este reconhecimento reforça sua segurança e eficácia quando utilizada corretamente.
Principais constituintes químicos
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Taninos condensados
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Flavonoides (quercetina, kaempferol)
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Triterpenos
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Polifenóis
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Catequinas
Esses compostos atuam na proteção da mucosa gástrica e redução da secreção ácida.
9. Forma de uso e posologia (Farmacopeia Brasileira / SUS)
✔ Forma farmacêutica
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Droga vegetal (folhas secas)
✔ Modo de preparo
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Infusão:
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1 a 2 g de folhas secas
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150 ml de água quente
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Infundir por 10 minutos
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✔ Posologia
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1 xícara, 2 a 3 vezes ao dia, preferencialmente antes das refeições
Segurança, contraindicações e cuidados
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❌ Contraindicada para gestantes e lactantes
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❌ Não indicada para uso contínuo e prolongado sem acompanhamento
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⚠️ Pode reduzir excessivamente a acidez gástrica em uso abusivo
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⚠️ Uso pediátrico somente com orientação profissional
Interações medicamentosas
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Pode potencializar o efeito de:
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Antiácidos
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Inibidores da bomba de prótons
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Bloqueadores H2
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Recomenda-se intervalo entre uso da planta e medicamentos convencionais.
Uso no SUS
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Planta oficialmente reconhecida
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Presente no Memento Fitoterápico da Farmacopeia Brasileira
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Utilizada em programas de Farmácia Viva
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Indicada como tratamento auxiliar de distúrbios gástricos
Dicas de cultivo
Clima subtropical a temperado
Prefere sol pleno ou meia-sombra
Solo fértil, bem drenado e rico em matéria orgânica
Crescimento lento
Pode ser cultivada por sementes ou mudas
Curiosidades
É uma das plantas medicinais brasileiras mais estudadas
Frequentemente confundida com espécies similares, exigindo identificação correta
Seu uso excessivo pode reduzir a produção de ácido gástrico além do necessário
O nome “espinheira-santa” está associado à proteção simbólica e medicinal do estômago
📚 Citações e referências (links numerados)
Farmacopeia Brasileira – Memento Fitoterápico, ANVISA, Brasília, 2016.
Lorenzi, H.; Matos, F.J.A. Plantas Medicinais no Brasil. Instituto Plantarum, Nova Odessa, 2008.
Carlini, E.A. et al. Antiulcer activity of Maytenus ilicifolia. Journal of Ethnopharmacology, Brasil, 1988.
Flora do Brasil 2020 – Jardim Botânico do Rio de Janeiro. Rio de Janeiro, Brasil.
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| Espinheira-santa (Maytenus ilicifolia) - Aspecto do ramo com frutos - Foto: José Carlos Bueno - Socorro-SP - 12/2025 |
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| Espinheira-santa (Maytenus ilicifolia) - Aspecto do ramo com frutos - Foto: José Carlos Bueno - Socorro-SP - 12/2025 |
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| Espinheira-santa (Maytenus ilicifolia) - Aspecto do ramo com frutos - Foto: José Carlos Bueno - Socorro-SP - 12/2025 |
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| Espinheira-santa (Maytenus ilicifolia) - Arbusto em frutificação - Foto: José Carlos Bueno - Socorro-SP - 12/2025 |
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| Espinheira-santa (Maytenus ilicifolia) - Aspecto da planta - Foto: José Carlos Bueno - Socorro-SP - 12/2025 |






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