Plantas Medicinais - Definição:
Assista o vídeo: A Farmácia da Natureza - Receita de Pomada Caseira
Definições segundo o Formulário de Fitoterápicos da Farmacopéia Brasileira 2ª Edição: https://www.gov.br/anvisa/pt-br/assuntos/farmacopeia/formulario-fitoterapico/arquivos/2021-fffb2-final-c-capa2.pdf
Água para uso farmacêutico
Considera-se como água para uso farmacêutico os diversos tipos de água empregados na formulação
e preparo de medicamentos, inclusive fitoterápicos; em laboratórios de ensaios, diagnósticos e demais
aplicações relacionadas à área da saúde, inclusive como principal componente na limpeza de
utensílios, equipamentos e sistemas.
Água potável
É a água que atende ao padrão de potabilidade estabelecido na legislação vigente e que não ofereça
riscos à saúde.
Água purificada
É a água potável que passou por algum tipo de tratamento para retirar os possíveis contaminantes e
atender aos requisitos de pureza estabelecidos na monografia.
Formulário de Fitoterápicos da Farmacopeia Brasileira, 2ª edição
Alcoolatura
Preparação vegetal líquida, obtida pelo processo de maceração a frio com o líquido extrator álcool
etílico, a partir do material vegetal fresco, convenientemente rasurada(os), considerando o teor de
água do Insumo Farmacêutico Ativo Vegetal (IFAV) utilizado. Em geral, é preparada de acordo com
a seguinte proporção:
Planta fresca..........................................20 a 30 g
Álcool etílico a 80% (v/v)............100 mL
Banho de assento
É a imersão em água morna, na posição sentada, cobrindo com quantidade suficiente as nádegas e o
quadril, geralmente em bacia ou em louça sanitária apropriada previamente limpa.
Bochecho
É a agitação de uma forma farmacêutica líquida dentro da cavidade oral, realizada com movimentos
da bochecha, devendo ser desprezado o líquido ao final.
Compressa
É uma forma de tratamento que consiste em colocar, sobre o local lesionado, uma gaze, algodão ou
pano limpo umedecido por uma forma farmacêutica líquida, dependendo da indicação de uso.
Creme
É a forma farmacêutica semissólida que consiste de uma emulsão, formada por uma fase lipofílica e
uma hidrofílica. Contém uma ou mais substâncias ativas dissolvidas ou dispersas em uma base
apropriada. É utilizado para aplicação dermatológica.
Droga vegetal
Drogas vegetais são plantas inteiras ou suas partes, geralmente secas, não processadas, podendo estar
íntegras ou fragmentadas. Também se incluem exsudatos, tais como gomas, resinas, mucilagens, látex
e ceras, que não foram submetidos a tratamento específico. (Farmacopeia Brasileira 6ª edição)
Decocção
É a preparação que consiste na ebulição da droga vegetal em água potável por tempo determinado.
Método indicado para drogas vegetais com consistência rígida, tais como cascas, raízes, rizomas,
caules, sementes e folhas coriáceas.
Embalagem
É o invólucro, recipiente ou qualquer forma de acondicionamento, removível ou não, destinado a
cobrir, empacotar, envasar, proteger ou manter, especificamente ou não, os medicamentos, as drogas
vegetais, os insumos farmacêuticos e outros produtos.
Extratos
São preparações de consistência líquida, semissólida ou sólida, obtidas a partir de drogas vegetais,
utilizando-se métodos extrativos e solventes apropriados. Um extrato é essencialmente definido pela
qualidade da droga vegetal, pelo processo de produção e suas especificações. O material utilizado na
preparação de extratos pode sofrer tratamentos preliminares, tais como, inativação de enzimas,
moagem ou desengorduramento. Após a extração, materiais indesejáveis podem ser eliminados.
Extratos padronizados
Correspondem àqueles extratos ajustados a um conteúdo definido de um ou mais constituintes
responsáveis pela atividade terapêutica. O ajuste do conteúdo é obtido pela adição de excipientes
inertes ou pela mistura de outros lotes de extrato.
Extratos quantificados
Correspondem àqueles extratos ajustados para uma faixa de conteúdo de um ou mais marcadores
ativos. O ajuste da faixa de conteúdo é obtido pela mistura de lotes de extrato.
Outros extratos
Correspondem àqueles extratos não ajustados a um conteúdo específico de constituintes. São
definidos essencialmente pelos parâmetros de seu processo de fabricação, como por exemplo a
qualidade da droga vegetal, seleção do líquido extrator e condições de extração; bem como suas
especificações. Os marcadores não necessariamente apresentam atividade terapêutica estabelecida,
sendo considerados marcadores analíticos. O teor dos marcadores não deverá ser inferior ao valor
mínimo indicado na monografia.
Extrato fluido
É a preparação líquida obtida por extração com líquido apropriado em que, em geral, uma parte do
extrato, em massa ou volume corresponde a uma parte, em massa, da droga vegetal seca utilizada na
sua preparação. Podem ainda ser adicionados conservantes. Devem apresentar especificações quanto
ao teor de marcadores e resíduo seco. No caso de extratos classificados como padronizados, a
proporção entre a droga vegetal e o extrato pode ser modificada em função dos ajustes necessários
para obtenção do teor de constituintes ativos especificado.
Extrato mole
É a preparação de consistência semissólida obtida por evaporação parcial do líquido extrator
empregado, podendo ser utilizado como solventes, unicamente, álcool etílico, água, ou misturas de
álcool etílico e água em proporção adequada. Apresentam, no mínimo, 70% (p/p) de resíduo seco. Se
necessário podem ser adicionados conservantes.
Extrato nativo (genuíno)
Corresponde àqueles extratos preparados sem adição de excipientes (extratos simples ou brutos).
Contudo, para os extratos moles e preparações líquidas, o extrato nativo pode apresentar quantidades
Formulário de Fitoterápicos da Farmacopeia Brasileira, 2ª edição 9
variáveis de líquido extrator.
Extrato seco
É a preparação sólida obtida por evaporação do solvente utilizado no processo de extração. Podem
ser adicionados de materiais inertes adequado e possuem especificações quanto ao teor de
marcadores. Em geral, possuem uma perda por dessecação não superior a 5% (p/p).
Fitocomplexo
Conjunto de todas as substâncias, originadas do metabolismo primário e/ou secundário, responsáveis,
em conjunto, pelos efeitos biológicos de uma planta medicinal ou de suas preparações.
Fitoterápico
É o produto obtido exclusivamente de matéria prima ativa vegetal (compreende a planta medicinal,
ou a droga vegetal ou o derivado vegetal), exceto substâncias isoladas, com finalidade profilática,
curativa ou paliativa. Podendo ser simples, quando o ativo é proveniente de uma única espécie vegetal
medicinal, ou composto, quando o ativo é proveniente de mais de uma espécie vegetal medicinal.
Forma farmacêutica
É o estado final de apresentação dos Insumo Farmacêutico Ativo Vegetal (IFAV) após uma ou mais
operações farmacêuticas executadas, com a adição ou não de excipientes apropriados, a fim de
facilitar a sua utilização e obter o efeito terapêutico desejado, com características apropriadas a uma
determinada via de administração.
Gargarejo
É a agitação de uma forma farmacêutica líquida na orofaringe pelo ar que se expele da laringe,
devendo ser descartado o líquido ao final, não devendo ser engolido.
Gel
É a forma farmacêutica semissólida com um ou mais Insumos Farmacêuticos Ativos Vegetais (IFAV)
que contém um agente gelificante para fornecer viscosidade a um sistema no qual partículas de
dimensão coloidal – tipicamente entre 1 nm e 1 μm – são distribuídas uniformemente. Um gel pode
conter partículas suspensas.
Infusão
É a preparação que consiste em verter água fervente sobre a droga vegetal e, em seguida, se aplicável,
tampar ou abafar o recipiente por tempo determinado. Método indicado para drogas vegetais de
consistência menos rígida tais como folhas, flores, inflorescências e frutos, ou que contenham
substâncias ativas voláteis.
Insumo farmacêutico ativo vegetal (IFAV) Formulário de Fitoterápicos da Farmacopeia Brasileira, 2ª edição
Matéria-prima ativa de origem vegetal, ou seja, planta fresca; droga vegetal ou derivado vegetal;
utilizada no processo de fabricação de um fitoterápico.
Lote
Quantidade definida de matéria-prima; material de embalagem ou produto, obtidos em um único
processo, cuja característica essencial é a homogeneidade.
Maceração
É o processo que consiste em manter a planta fresca ou droga vegetal, convenientemente rasurada,
triturada ou pulverizada, nas proporções indicadas na fórmula, em contato com o líquido extrator
apropriado, por tempo determinado para cada vegetal. Deverá ser utilizado recipiente âmbar ou
qualquer outro que elimina o contato com a luz.
Matéria-prima
É todo insumo ativo ou inativo empregado na fabricação de fitoterápicos, tanto os que permanecem
inalterados, quanto os passíveis de modificações.
Marcadores
Constituintes ou grupos de constituintes quimicamente definidos, presentes em drogas, suas
preparações, fitoterápicos ou outros medicamentos à base de ativos de origem natural, que são
utilizados para fins de controle de qualidade, podendo ou não apresentar atividade terapêutica.
Percolação
É o processo extrativo que consiste na passagem de solvente através da droga vegetal pulverizada e
previamente umedecida com líquido extrator, mantida em percolador, sob velocidade de gotejamento
controlada. O procedimento para sua realização está descrito nos métodos gerais da Farmacopeia
Brasileira.
Planta medicinal
É a espécie vegetal, cultivada ou não, utilizada com propósitos terapêuticos e/ou profiláticos.
Pomada
É a forma farmacêutica semissólida, para aplicação na pele ou em mucosas, que consiste da solução
ou dispersão de um ou mais Insumos Farmacêuticos Ativos Vegetais (IFAV) em baixas proporções
em uma base adequada usualmente não aquosa.
Prazo de validade
É o tempo durante o qual os insumos ou fitoterápicos poderão ser usados, caracterizado como período
de vida útil.
Formulário de Fitoterápicos da Farmacopeia Brasileira, 2ª edição
Preparação extemporânea
É a preparação para uso imediato, ou de acordo com o descrito na monografia específica, a ser realizada pelo usuário, por infusão, decocção ou maceração.
Preparação magistral
Aquela preparada na farmácia habilitada, a partir de uma prescrição de profissional habilitado,
destinada a uma pessoa individualizada, e que estabeleça em detalhes sua composição, forma
farmacêutica, posologia e modo de usar.
Preparação oficinal
Aquela preparada na farmácia habilitada, cuja fórmula esteja inscrita no Formulário de Fitoterápicos
da Farmacopeia Brasileira ou em outros reconhecidos pela Anvisa.
Processo magistral
É o conjunto de operações e procedimentos realizados em condições de qualidade e rastreabilidade,
de todo o processo, que transforma insumos em preparações magistrais ou oficinais, para dispensação
direta ao usuário ou a seu responsável, com orientações para seu uso seguro e racional.
Quimiotipo
Plantas que produzem predominantemente uma determinada substância, dentro de uma classe de
compostos, diferenciando-se por esta característica dos demais indivíduos da mesma espécie são
denominados quimiotipos. Estes podem ser morfologicamente idênticos e ao mesmo tempo
apresentar composição química distinta em função de alterações genéticas ou epigenéticas.
Relação Droga Extrato (RDE)
Corresponde à relação entre a quantidade de droga de origem natural empregada na produção de um
extrato e a quantidade final de extrato, expresso em peso (p/p) ou volume (p/v).
Relação Droga Solvente (RDS)
Corresponde à relação entre a quantidade de droga vegetal, expressa em massa, usada no preparo de
um extrato, e a quantidade do primeiro solvente de extração, expresso em massa (p/p) ou volume
(p/v).
Relação Droga Extrato nativo (RDEnativo)
Corresponde à relação entre a quantidade de droga vegetal usada no preparo de um extrato e a
quantidade do extrato nativo obtido. Deste modo, quando não houver adição de adjuvantes a um
extrato nativo, a RDE e a RDEnativo deverão apresentar os mesmos valores. Por outro lado, os valores
observados para RDE e a RDEnativo deverão ser distintos em operações que houver adição de
adjuvantes ao extrato nativo. Oleorresinas são geralmente produzidas sem a necessidade de adição de
adjuvantes de processamento, consequentemente a RDE e a RDEnativo são geralmente idênticas. Para
os extratos moles e líquidos, para os quais necessariamente há a presença de excipientes ou adjuvantes de processamento o RDE e o RDEnativo são idênticos (exemplo: geralmente 20 a 30% de água em
extratos moles e álcool etílico nas tinturas).
Rótulo
É a identificação impressa ou litografada, bem como os dizeres pintados ou gravados a fogo, a pressão
ou autoadesiva, aplicados diretamente sobre recipientes; invólucros; envoltórios; cartuchos ou
qualquer outro protetor de embalagem, externo ou interno, não podendo ser removido ou alterado
durante o uso do produto e durante seu transporte, ou seu armazenamento. A confecção dos rótulos
deverá obedecer às normas vigentes da Anvisa.
Solução
É a forma farmacêutica líquida, límpida e homogênea, que contém Insumo(s) Farmacêutico(s)
Ativo(s) Vegetal(is) (IFAV) dissolvido em um solvente adequado ou numa mistura de solventes
miscíveis.
Tintura
É a preparação alcoólica ou hidroalcoólica resultante da extração de drogas vegetais ou da diluição
dos respectivos extratos. São obtidas por extração a líquido usando 1 parte, em massa, de droga
vegetal e 10 partes de solvente de extração, ou 1 parte, em massa, de droga vegetal e 5 partes de
solvente de extração. A relação pode ser em p/p ou p/v. Alternativamente, eles podem ser obtidos
utilizando tanto 1 parte, em massa, de droga vegetal e quantidade suficiente do solvente de extração
para produzir 10 partes, em massa ou volume, de tintura ou 1 parte, em massa, de droga vegetal e
quantidade suficiente de solvente de extração para produzir 5 partes, em massa ou volume, de tintura.
Outras proporções de droga vegetal e solvente de extração podem ser utilizadas. É classificada em
simples ou composta, conforme preparada com uma ou mais drogas vegetais.
Uso inalatório por vaporização
É a administração por inspiração (nasal ou oral) de vapor d’água contendo substâncias voláteis
carreadas.
Uso oral
É a forma de administração de produto utilizando ingestão pela boca.
Uso externo
É a aplicação do produto diretamente na pele ou mucosa.
Via de administração
É o local do organismo por meio do qual o medicamento é administrado.
Xarope
É uma forma farmacêutica aquosa oral caracterizada pela alta viscosidade, conferida pela presença
de sacarose ou outros açúcares ou outros agentes espessantes e edulcorantes na sua composição. Os
xaropes geralmente contêm agentes flavorizantes e/ou corantes autorizados. Quando não se destinam
ao consumo imediato, devem ser adicionados de conservantes antimicrobianos autorizados.

Segundo a RDC 10 a definição de planta medicinal é: “espécie vegetal, cultivada ou não, utilizada com propósitos terapêuticos”. As plantas medicinais são importantes fontes de substâncias chamadas xenobióticas que visam uma melhoria das condições de saúde do indivíduo que busca tratamento. Estas substâncias tanto trazem benefícios como podem trazer algum desconforto, toxicidade ou interação com outros medicamentos específico. Uma grande variedade de plantas medicinais é utilizada pelos povos tradicionais em todo o mundo. Parte destas possui estudos científicos, inclusive as que são objeto deste trabalho. Calcula se que existam cerca de 500 mil espécies de plantas em todo o mundo, cerca de 30% deste total com potencial terapêutico.
Identificação:
Ao se tratar de plantas medicinais, teremos sempre que, acompanhado do nome popular, fazer a correta identificação pelo nome científico, o que determinará que estamos tratando da espécie correta. O nome científico é composto geralmente por duas palavras (Ex: Melissa officinalis L.), o primeiro é nome do Gênero, no caso do exemplo, Melissa, e o segundo que é a espécie, officinalis, respectivamente. A letra ou nome que aparece na frente (L. no caso) é o classificador. Melissa officinalis é o nome da erva-cidreira, a verdadeira, originária da Europa.
A diversidade de espécies e famílias botânicas é um fator complicador na correta identificação das plantas medicinais. Devido ao regionalismo, uma mesma espécie pode apresentar uma variedade de nomes populares, por exemplo, a , erva medicinal que no Norte/Nordeste é chamada de chá-de-pedestre, no Sul/Sudeste é conhecida como erva-cidreira-de-rama. Também pode ocorrer que um mesmo nome popular indique plantas medicinais diferentes em regiões distintas, como no caso da espinheira-santa, nome popular que normalmente se refere ao gênero Maytenus ( Maytenus ilicifolia ou a Maytenus aquifolia), em algumas regiões são confundidas com outras espécies e famílias como a Zollernia ilicifolia da família das leguminosas, devido à semelhança morfológicas de suas folhas.
Toxicidade:
O uso de qualquer planta medicinal pode causar efeitos adversos. É sempre importante consultar um profissional de saúde antes de iniciar qualquer tratamento com base em plantas medicinais.
Todo agente terapêutico pode potencialmente causar efeitosinesperados incluindo toxicidade e com as ervas medicinais isso não édiferente. Assim como qualquer medicamento, o risco de efeitosinesperados pode ser influenciado pela idade, gênero, genética,estado nutricional e doenças concomitantes como já foi ditoanteriomente. Na prática clínica reconhecer os efeitos adversos deplantas medicinais e fitoterápicos não é rotina além do fato do pacientena maioria das vezes não reportar o uso. A maioria das reaçõesadversas envolvem a pele, sistema cardiovascular e tratogastrointestinal e de maneira especial o fígado (hepatoxicidade)
Fonte: Bueno et all, 2016
Princípios Ativos Vegetais:
O que são Óleos Essenciais?
Os óleos essenciais são metabólitos secundários voláteis e lipofílicos, produzidos por plantas aromáticas como estratégia de sobrevivência [1]. Diferente dos óleos fixos (como o de oliva), eles evaporam rapidamente ao entrar em contato com o ar e possuem uma composição química altamente complexa.
Essas substâncias são sintetizadas e armazenadas em estruturas especializadas, como tricomas glandulares, canais ou cavidades secretoras presentes em folhas, flores, cascas ou raízes [2]. Quimicamente, são compostos predominantemente por terpenos e fenilpropanoides [3].
Na natureza, desempenham funções ecológicas vitais: atuam na defesa química contra herbívoros e patógenos (fungos e bactérias) e auxiliam na reprodução vegetal ao atrair polinizadores específicos através do odor [4]. Para os seres humanos, essas moléculas oferecem um vasto potencial biotecnológico, apresentando propriedades antimicrobianas, antioxidantes e anti-inflamatórias documentadas pela ciência moderna [5]. Seu estudo é um pilar fundamental da farmacognosia e da ecologia química.
Bibliografia Consultada
SIMÕES, C. M. O. et al. Farmacognosia: do produto natural ao medicamento. 6. ed. Porto Alegre/Florianópolis: Artmed, 2017.
RAVEN, P. H.; EVERT, R. F.; EICHHORN, S. E. Biologia Vegetal. 8. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2014.
TAIZ, L.; ZEIGER, E. Fisiologia e Desenvolvimento Vegetal. 6. ed. Porto Alegre: Artmed, 2017.
HARBORNE, J. B. Introduction to Ecological Biochemistry. 4. ed. London: Academic Press, 1993.
BAKKALI, F. et al. Biological effects of essential oils – A review. Food and Chemical Toxicology, v. 46, n. 2, p. 446-475, 2008.
O que são os Alcaloides?
Alcaloides: Defesa Vegetal e Potencial TerapêuticoOs alcaloides constituem uma das classes mais importantes de princípios ativos vegetais. Historicamente, o primeiro isolamento de uma substância dessa natureza ocorreu em 1806, quando o farmacêutico Sertürner obteve a "morfina" a partir do ópio [1, 2]. O termo "alcaloide", contudo, só foi cunhado em 1818 por Meissner [1].
Quimicamente, são definidos como compostos orgânicos nitrogenados oriundos do metabolismo secundário das plantas [1]. Apresentam quase sempre natureza básica, estrutura complexa e uma atividade fisiológica marcante no organismo humano [1]. Na planta, essas substâncias funcionam como um sistema químico eficiente de defesa contra predadores e microrganismos [2].
Esses compostos são frequentes em famílias como as Solanáceas, onde encontramos a atropina (beladona) e a hioscianina (estramônio), e as Rubiáceas, com destaque para a cafeína (café) e a emetina (ipecacuanha) [1]. Dada a sua potência biológica, o uso dessas plantas deve respeitar o princípio de Paracelsus: a dose correta é o que diferencia o remédio do veneno [2].
Bibliografia Consultada
AKISUE, G. et al. Farmacognosia. Bragança Paulista: Universidade São Francisco (USF), 2002 .
BUENO, J. C. et al. O Uso de Plantas Medicinais na Cultura Popular no Município de Bueno Brandão – MG. Ouro Fino: ASMEC, 2005 .