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sexta-feira, 31 de julho de 2026

Mentruz (Coronopus didymus (L.) Sm.): benefícios, usos medicinais, PANC e cultivo – Guia completo

🌿 Você conhece o mentruz (Coronopus didymus)? Essa pequena planta espontânea é também uma PANC rica em vitamina C, compostos antioxidantes e sabor marcante, lembrando agrião e mostarda. Tradicionalmente usada para problemas respiratórios e digestivos, também pode enriquecer omeletes, saladas e sopas. Porém, seu uso medicinal deve ser feito com cautela e não substitui tratamentos médicos. Cultive em local limpo e aproveite essa espécie que une tradição, alimentação e biodiversidade! 🌱🥗
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Mentruz: uma pequena planta com grande tradição na medicina popular e na alimentação

Conhecido em diversas regiões do Brasil como mentruz, mastruço, mastruz-do-campo, mastruço-miúdo, erva-de-santa-maria-do-campo (não confundir com Dysphania ambrosioides) e agrião-do-campo, o Coronopus didymus (L.) Sm. é uma pequena herbácea aromática pertencente à família Brassicaceae. Apesar de muitas vezes ser considerada uma planta espontânea ou "mato", possui uma longa história de uso popular como alimento, condimento e planta medicinal.

Seu sabor lembra o do agrião, porém é mais intenso e levemente picante. Além disso, estudos científicos demonstram que possui compostos bioativos com potencial antioxidante, antimicrobiano e anti-inflamatório, embora ainda existam poucos ensaios clínicos em humanos.


Identificação botânica

Nome científico: Coronopus didymus (L.) Sm.

Principais sinonímias

  • Lepidium didymum L.

  • Coronopus rugosus

  • Senebiera didyma

Nomes populares

  • Mentruz

  • Mentrusto

  • Mastruço

  • Mastruço-miúdo

  • Agrião-do-campo

  • Erva-pimenta

  • Swinecress (inglês)


Classificação botânica (APG IV)

  • Reino: Plantae

  • Divisão: Tracheophyta

  • Classe: Magnoliopsida

  • Ordem: Brassicales

  • Família: Brassicaceae

  • Gênero: Coronopus

  • Espécie: Coronopus didymus (L.) Sm.


Descrição botânica

O mentruz é uma herbácea anual ou bianual, rasteira ou levemente ascendente, normalmente entre 10 e 40 cm de altura. Desenvolve caule muito ramificado desde a base, formando pequenas touceiras.

As folhas são profundamente divididas, com segmentos estreitos e recortados, apresentando coloração verde intensa e odor característico quando amassadas.

As flores são extremamente pequenas, esbranquiçadas ou esverdeadas, reunidas em racemos discretos.

Os frutos são pequenos silicículos arredondados, compostos por dois lóbulos unidos, característica que originou o nome científico "didymus" (gêmeos).

As sementes são pequenas, de coloração castanha, germinando facilmente após períodos de chuva.

É considerada espécie ruderal, colonizando rapidamente solos revolvidos.


Origem e distribuição

A origem exata permanece discutida, sendo frequentemente atribuída à região mediterrânea e ao oeste da Ásia.

Atualmente tornou-se praticamente cosmopolita.

No Brasil ocorre em praticamente todos os estados, especialmente:

  • Sul

  • Sudeste

  • Centro-Oeste

  • áreas serranas

  • hortas

  • quintais

  • terrenos cultivados

  • lavouras

Prefere clima ameno e solos férteis.


Usos medicinais e indicações fitoterápicas

Na medicina tradicional brasileira, o mentruz é empregado principalmente como:

  • expectorante

  • descongestionante

  • digestivo

  • estimulante do apetite

  • diurético leve

  • anti-inflamatório popular

  • antisséptico suave

Na medicina popular também é utilizado em:

  • resfriados

  • tosse

  • bronquite leve

  • má digestão

  • gases

  • retenção de líquidos

O que diz a ciência?

Estudos experimentais demonstram:

  • atividade antioxidante

  • atividade antimicrobiana contra algumas bactérias

  • potencial anti-inflamatório

  • presença de compostos fenólicos

Entretanto, ainda não existem evidências clínicas suficientes para confirmar sua eficácia terapêutica em humanos, motivo pelo qual seu uso deve permanecer complementar e nunca substituir tratamentos médicos.


Constituintes fitoquímicos

Entre os compostos identificados destacam-se:

  • glucosinolatos

  • isotiocianatos

  • flavonoides

  • compostos fenólicos

  • quercetina

  • kaempferol

  • vitamina C

  • carotenoides

  • minerais

Como ocorre com outras Brassicaceae, os glucosinolatos originam compostos sulfurados biologicamente ativos após a maceração da planta.


Toxicidade e interações medicamentosas

Quando utilizado como alimento, o mentruz apresenta bom perfil de segurança.

O uso medicinal prolongado ou em grandes quantidades não foi adequadamente estudado.

Pessoas com:

  • hipotireoidismo

  • doenças da tireoide

  • insuficiência renal grave

  • gestantes

  • lactantes

devem evitar o uso medicinal sem orientação profissional.

Pode potencialmente interferir em medicamentos anticoagulantes devido ao conteúdo de vitamina K presente nas folhas.


Modo de uso tradicional

Na medicina popular utiliza-se principalmente:

Infusão

1 colher de sopa das folhas frescas ou secas para uma xícara de água quente.

Infundir por cerca de 10 minutos.

Consumir ocasionalmente.

Uso culinário

As folhas jovens podem ser consumidas:

  • cruas

  • refogadas

  • em omeletes

  • em sopas

  • como tempero

Sempre em pequenas quantidades devido ao sabor bastante marcante.


Mentruz como PANC

O mentruz é reconhecido como uma Planta Alimentícia Não Convencional (PANC).

As partes consumidas incluem:

  • folhas jovens

  • brotos

  • inflorescências muito novas

O sabor lembra uma mistura entre:

  • agrião

  • mostarda

  • rúcula

Pode substituir essas hortaliças em pequenas proporções.

Atenção

Utilize apenas plantas:

  • cultivadas para consumo

  • provenientes de hortas

  • longe de rodovias

  • livres de esgoto

  • livres de contaminação química

  • sem pulverização por agrotóxicos.

Nunca consuma plantas coletadas em áreas potencialmente contaminadas.


Informações nutricionais e nutracêuticas

Embora existam poucos estudos específicos sobre a composição centesimal de Coronopus didymus, as análises disponíveis indicam que as folhas apresentam:

  • elevado teor de vitamina C

  • carotenoides

  • fibras alimentares

  • cálcio

  • ferro

  • potássio

  • magnésio

  • compostos fenólicos antioxidantes

  • glucosinolatos bioativos

Esses compostos conferem potencial nutracêutico relacionado à proteção antioxidante e ao auxílio na manutenção da saúde cardiovascular e imunológica, embora tais efeitos ainda necessitem de confirmação clínica.


Receita tradicional

Omelete caipira de mentruz

Ingredientes

  • 2 ovos

  • 1 punhado de folhas jovens de mentruz

  • cebola picada

  • azeite

  • sal

  • pimenta-do-reino

Preparo

Lave cuidadosamente as folhas. Refogue rapidamente com a cebola em um fio de azeite. Bata os ovos, misture às folhas e cozinhe em fogo baixo até dourar. Sirva acompanhada de salada fresca ou arroz integral.


Dicas de cultivo

O mentruz é extremamente fácil de cultivar.

Prefere:

  • sol pleno

  • meia-sombra

  • solos férteis

  • boa drenagem

  • irrigação moderada

Propaga-se quase exclusivamente por sementes, germinando poucos dias após a semeadura.

Em hortas agroecológicas pode surgir espontaneamente.


Curiosidades

O aroma intenso do mentruz é característico da família Brassicaceae.

Seu nome popular varia bastante entre estados brasileiros, sendo frequentemente confundido com o mastruz (Dysphania ambrosioides), planta de outra família botânica.

Na Europa é considerado planta espontânea, enquanto na América Latina permanece importante recurso alimentar tradicional.

Seu sabor picante resulta da liberação de isotiocianatos, compostos semelhantes aos encontrados na mostarda e no wasabi.


Etnobotânica e história

Diversos povos rurais utilizam o mentruz há séculos como alimento de épocas de escassez.

No sul do Brasil era comum seu uso em sopas e saladas durante o inverno.

Em comunidades agrícolas continua sendo considerado uma hortaliça espontânea de alto valor nutricional.


Referências

  1. Flora e Funga do Brasil. Jardim Botânico do Rio de Janeiro. Coronopus didymus. https://floradobrasil.jbrj.gov.br/

  2. Plants of the World Online (POWO). Royal Botanic Gardens, Kew. Coronopus didymus. https://powo.science.kew.org/

  3. Kinupp VF, Lorenzi H. Plantas Alimentícias Não Convencionais (PANC) no Brasil. Instituto Plantarum.

  4. Lorenzi H, Matos FJA. Plantas Medicinais no Brasil: Nativas e Exóticas. Instituto Plantarum.

  5. Duke JA. Handbook of Medicinal Herbs. CRC Press.

  6. PubMed – estudos sobre atividade antioxidante e antimicrobiana de Coronopus didymus. https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/

  7. SciELO Brasil – artigos sobre Brassicaceae, compostos fenólicos e plantas medicinais. https://www.scielo.br/














domingo, 14 de junho de 2026

Erva-doce-Asteca (Lippia dulcis): a planta naturalmente doce dos povos mesoamericanos



 🌿 Já ouviu falar da Erva-doce-asteca (Lippia dulcis)? Conhecida pelos povos astecas há séculos, suas folhas possuem um sabor surpreendentemente doce graças à hernandulcina, um composto natural considerado muito mais doce que o açúcar! 🍃✨ Além de ser usada tradicionalmente em chás e para aliviar desconfortos respiratórios leves, também pode adoçar bebidas e sobremesas de forma natural. Fácil de cultivar, é uma excelente PANC para hortas domésticas e jardins sensoriais. 🌱

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Adoça mais que o açúcar e ainda carrega uma rica história etnobotânica

Imagine uma planta cujas folhas possuem sabor extremamente doce, capaz de substituir o açúcar em algumas preparações. Assim é a Erva-doce-asteca (Lippia dulcis), uma espécie tradicionalmente utilizada pelos povos indígenas da América Central, conhecida tanto por seu sabor adocicado quanto por seus usos medicinais populares.


Identificação Botânica

Nome científico

Lippia dulcis Trevir.

Sinonímia relevante

  • Phyla dulcis (Trevir.) Moldenke

Nomes populares

  • Erva-doce-asteca

  • Açúcar-dos-astecas

  • Erva-açúcar

  • Sweet herb

  • Tzopelic xihuitl (nome indígena náuatle)


Classificação Botânica (APG IV)

  • Reino: Plantae

  • Ordem: Lamiales

  • Família: Verbenaceae

  • Gênero: Lippia

  • Espécie: Lippia dulcis


Descrição Botânica

A erva-doce-asteca é uma planta herbácea perene, rasteira e bastante ramificada, formando densos tapetes vegetais. Seus caules são delicados e tendem a enraizar facilmente quando entram em contato com o solo.

As folhas são opostas, macias, levemente pilosas, de formato ovalado e margens discretamente serrilhadas. Quando esmagadas entre os dedos, liberam um aroma adocicado que lembra uma mistura de erva-doce, mel e cânfora.

As flores são pequenas, esbranquiçadas a levemente arroxeadas, reunidas em capítulos globosos típicos do gênero Lippia. Em regiões tropicais pode florescer durante boa parte do ano.


Origem e Distribuição

A espécie é originária do México, Guatemala e outras regiões da América Central.

Era amplamente utilizada pelos povos astecas antes mesmo da chegada dos europeus.

No Brasil ainda é relativamente rara, sendo encontrada principalmente em coleções botânicas, jardins de plantas medicinais, hortas agroecológicas e entre cultivadores de PANCs.

Por ser uma planta tropical, adapta-se bem a diversas regiões brasileiras de clima quente e úmido.


Usos Medicinais e Indicações Fitoterápicas

A literatura etnobotânica relata o uso tradicional da planta para:

  • Tosse

  • Resfriados

  • Irritação da garganta

  • Bronquite leve

  • Desconfortos digestivos

  • Calmante suave

Alguns estudos laboratoriais identificaram atividades:

  • Antimicrobianas

  • Antioxidantes

  • Anti-inflamatórias

Entretanto, ainda faltam estudos clínicos robustos que permitam recomendações terapêuticas oficiais.

Portanto, seu principal interesse atual permanece como planta alimentar e aromática.


Constituintes Fitoquímicos

Os principais compostos identificados incluem:

  • Hernandulcina

  • Sesquiterpenos

  • Monoterpenos

  • Flavonoides

  • Compostos fenólicos

  • Óleos essenciais

O composto mais famoso é a hernandulcina, responsável pelo sabor extremamente doce.


O princípio adoçante: Hernandulcina

A hernandulcina foi descoberta em 1985 e recebeu esse nome em homenagem ao médico espanhol Francisco Hernández, que registrou o uso da planta no século XVI.

Estudos mostram que ela pode ser aproximadamente 1.000 vezes mais doce que a sacarose, em termos de percepção gustativa.

Apesar disso, a concentração natural na planta é pequena, o que dificulta sua exploração comercial.

Estabilidade

A hernandulcina apresenta razoável estabilidade em preparações frias, mas pode sofrer degradação quando submetida a aquecimento intenso e prolongado.

Por esse motivo, as folhas costumam ser utilizadas frescas ou adicionadas após o preparo de bebidas.


Toxicidade e Interações Medicamentosas

Os estudos toxicológicos disponíveis indicam baixa toxicidade nas quantidades tradicionalmente utilizadas.

Entretanto:

  • Gestantes e lactantes devem evitar o uso medicinal sem orientação profissional.

  • Não existem estudos suficientes sobre uso contínuo em longo prazo.

  • Não há interações medicamentosas clinicamente estabelecidas.

Alguns quimiotipos da planta apresentam teores mais elevados de cânfora, exigindo cautela no consumo excessivo.


Modo de Uso Tradicional

Tradicionalmente são utilizadas as folhas frescas.

Infusão

Adicionar algumas folhas frescas em água quente e deixar repousar por 5 a 10 minutos.

Mastigação direta

Método tradicional utilizado pelos povos indígenas para aproveitar o sabor doce.

Aromatizante natural

As folhas podem adoçar:

  • Chás

  • Sucos

  • Saladas de frutas

  • Sobremesas


Uso Alimentar e como Adoçante Natural

A erva-doce-asteca é considerada uma PANC promissora.

Podem ser utilizadas:

  • Folhas frescas

  • Brotações jovens

  • Ramos tenros

Seu sabor doce permite reduzir o uso de açúcar em algumas receitas.

⚠️ Recomenda-se utilizar apenas plantas cultivadas em ambientes livres de agrotóxicos, poluição ou contaminação por metais pesados.


Uso como PANC

Embora ainda pouco conhecida no Brasil, enquadra-se perfeitamente no conceito de PANC.

Seu principal valor alimentar está:

  • No uso das folhas como adoçante natural;

  • No sabor diferenciado;

  • Na diversificação alimentar;

  • No cultivo doméstico.


Bromatologia

Existem poucos estudos bromatológicos detalhados.

As folhas apresentam:

  • Baixo valor calórico;

  • Compostos fenólicos antioxidantes;

  • Pequenas quantidades de minerais;

  • Óleos essenciais aromáticos.

Ainda não há tabelas nutricionais completas disponíveis.


Receita Tradicional

Chá gelado adoçado naturalmente

Ingredientes

  • 1 litro de água

  • 10 folhas frescas de erva-doce-asteca

  • Suco de 1 limão

Preparo

Prepare a infusão das folhas por cerca de 10 minutos. Após esfriar, adicione o limão e sirva gelado.

O resultado é uma bebida refrescante com sabor naturalmente adocicado.


Uso Ornamental

Além do valor alimentar, a planta possui excelente potencial ornamental.

Pode ser utilizada:

  • Como forração

  • Em canteiros de ervas

  • Jardins medicinais

  • Vasos suspensos

  • Jardins sensoriais

Suas folhas aromáticas despertam interesse de visitantes e crianças.


Dicas de Cultivo

Solo

Fértil, rico em matéria orgânica e bem drenado.

Clima

Tropical e subtropical.

Luminosidade

Sol pleno ou meia-sombra.

Irrigação

Regular, sem encharcamentos.

Propagação

Muito fácil por:

  • Estacas

  • Divisão de touceiras

  • Ramos enraizados


Curiosidades

  • Era utilizada pelos povos astecas séculos antes da descoberta do açúcar refinado.

  • O médico Francisco Hernández registrou seu uso no México em 1578.

  • Pertence à mesma família da erva-cidreira-brasileira (Lippia alba).

  • É considerada uma das plantas naturalmente mais doces conhecidas.

  • Possui potencial para jardins educativos e hortas escolares.


Etnobotânica, Cultura e História

Entre os povos indígenas da Mesoamérica, a erva-doce-asteca era valorizada tanto pelo sabor quanto pelas aplicações medicinais.

Seu nome indígena original, "Tzopelic Xihuitl", significa aproximadamente "erva doce".

A planta permaneceu conhecida em comunidades tradicionais mexicanas por séculos, sendo redescoberta pela ciência moderna devido à hernandulcina.


Referências Científicas

  1. Mortensen, A.G. "Sweet-tasting Plants Used as Sugar Substitutes". Journal of Ethnopharmacology, 1985.

  2. Compadre, C.M. et al. "Hernandulcin: An Intensely Sweet Compound". Journal of Agricultural and Food Chemistry, 1987.

  3. PubMed – Estudos sobre Lippia dulcis.
    https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov

  4. Kew Science – Plants of the World Online.
    https://powo.science.kew.org

  5. Morton, J.F. "Sweetening Plants of the World". Economic Botany.

  6. Lorenzi, H.; Kinupp, V.F. Plantas Alimentícias Não Convencionais (PANC) no Brasil. Instituto Plantarum.

  7. USDA National Agricultural Library.
    https://www.nal.usda.gov

Erva-doce-asteca (Lippia dulcis) - Planta florida - Foto: José Carlos Bueno - Bueno Brandão-MG - 06/2026


Erva-doce-asteca (Lippia dulcis) - Planta florida - Foto: José Carlos Bueno - Bueno Brandão-MG - 06/2026

Erva-doce-asteca (Lippia dulcis) - Planta florida - Foto: José Carlos Bueno - Bueno Brandão-MG - 06/2026

Erva-doce-asteca (Lippia dulcis) - Planta florida - Foto: José Carlos Bueno - Bueno Brandão-MG - 06/2026

Erva-doce-asteca (Lippia dulcis) - Planta florida - Foto: José Carlos Bueno - Bueno Brandão-MG - 06/2026

Erva-doce-asteca (Lippia dulcis) - Planta florida - Foto: José Carlos Bueno - Bueno Brandão-MG - 06/2026



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